Podcast - Sala de Negócios
Confira os episódios do Podcast Sala de Negócios
Uma produção semanal que transita por assuntos como inovação, empreendedorismo, finanças, tecnologia e outras questões que fazem parte do mundo empresarial
Confira abaixo os últimos episódios do Podcast.
Últimos episódios
#385 Na volta por cima da Karsten, pessoas foram o nome do jogo
A história recente da Karsten, empresa quase centenária, mostra como um turnaround bem-sucedido combina disciplina financeira e cuidado com pessoas. Após uma crise severa entre 2000 e 2010, a companhia atacou dois problemas distintos — caixa e resultado — com remédios específicos, revisando o ciclo financeiro antes de recompor margens. O reposicionamento de marca, ancorado no conceito de moda-lar, deu sustentação ao novo ciclo e ajudou a empresa a alcançar margem EBITDA entre 13% e 14%. Mas o diferencial esteve na liderança, orientada por princípios como blindar o time dos ruídos, evitar ser gargalo e exigir resultados com respeito às pessoas. No fim, a lição é clara: nenhum indicador se move sem que as pessoas certas, lideradas do jeito certo, se movam antes.
Convidado: Hélio Lippert, CFO & RI, Karsten.
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#383 As oportunidades que a Reforma Tributária oferece
A Reforma Tributária deixou de ser um tema exclusivo do departamento fiscal e se transformou em uma oportunidade de reorganização estratégica para toda a companhia. Empresas que anteciparam o movimento estão capacitando áreas antes distantes do universo tributário, como TI, Compliance, Supply, Jurídico e Logística, criando um conhecimento transversal de alto valor. Vendas e compras assumem um novo protagonismo, com negociações que agora exigem domínio de créditos, alíquotas e regimes tributários dos fornecedores. A revisão de contratos, a formação de preços de novos produtos e o relacionamento com pequenos fornecedores locais também se tornam frentes de ganho competitivo. Somadas à disciplina de teste e mapeamento na implantação de sistemas, essas iniciativas transformam a reforma em um projeto de companhia inteira — e em vantagem para quem começar a agir agora.
Convidada: Rose Santos, Gerente Contábil e Fiscal, Quatá.
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#381 Como a reforma tributária vai impactar os condomínios
A reforma tributária pode alcançar até os condomínios, hoje quase sempre fora do radar do fisco. A regra é clara: enquanto as cotas dos moradores responderem por pelo menos 80% da receita, o prédio segue isento de IBS e CBS. O problema surge quando aluguéis de antenas, lojas ou espaços comuns ultrapassam 20% do total arrecadado — aí o condomínio passa a recolher imposto sobre essas operações e assumir obrigações fiscais próprias. A alíquota final ainda é incerta, estimada entre 26,5% e 28%, com redução de 70% para esse tipo de receita. Por isso, mapear a composição das receitas e revisar contratos com terceiros já deveria estar na agenda de síndicos e administradoras.
Convidado: Rodrigo Salzman, CFO, OMA.
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#380 O impacto do CFO moderno nos negócios das empresas
A figura do CFO como guardião dos números, que emitia recomendações à distância, está em transformação: o financeiro moderno tornou-se peça central na geração de valor do negócio. A base técnica de controladoria e contabilidade segue indispensável, mas não basta — mais do que ser o melhor especialista, é preciso orquestrar conhecimentos e ter uma visão generalista, entendendo marketing, CAC e retorno sobre investimento. Isso porque tudo converge para um propósito que não muda: criar valor, algo que exige enxergar a cadeia inteira, sem silos, num mundo de organizações cada vez mais achatadas e velozes. Por isso o CFO precisa sair da torre de marfim e sentar à mesa de negociação, "tomar a dor" das situações reais e ajudar a equilibrar margem e crescimento, em vez de apenas dar diretrizes distantes. Entre as empresas líderes, esse CFO orientado a negócio já é realidade absoluta; nas demais, é um caminho natural que tende a se desdobrar com o tempo.
Convidado: Marcelo Litvin, CFO, Tempo.
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#379 O impacto da reforma tributária no valuation
Calcular o valor de uma empresa é um exercício de previsão sobre faturamento, margem e caixa futuros — e a reforma tributária embaralha justamente essas variáveis, tornando-se um fator decisivo no valuation. A lógica é a de um cobertor que muda de lado: a carga total tende a se manter, mas alguns setores ganham benefícios e outros passam a pagar a conta, como as locadoras de veículos, cuja tributação pode saltar de cerca de 9% para algo em torno de 22%. O impacto sobre o valor dependerá da capacidade de repasse: se o preço sobe, pode haver queda de volume, de receita, de EBITDA e, no fim, de valor de mercado, num jogo em que a concorrência faz cada player esperar o outro. Mais expostas ficam as pontas — empresas B2C, prestadoras de serviço e quem perde benefício fiscal —, enquanto quem está no meio da cadeia pode chegar perto do neutro. Por isso, não se pode apenas comparar alíquotas: com a não cumulatividade plena, é preciso olhar a empresa inteira — receita, créditos, opex, capex e a nova lógica de compras, em que o regime tributário do fornecedor passa a influenciar a margem.
Convidados: Marco Pitta, Gerente de Controladoria, Grupo Positivo; Leonardo Rosati, Sócio de Consultoria Tributária, Forvis Mazars.
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#378 Como a reforma tributária vai impactar o fluxo de caixa das empresas
No mundo dos negócios, nada substitui o caixa, e é justamente sobre esse ponto sensível que a reforma tributária promete um dos seus efeitos mais profundos. Trata-se de uma reforma do consumo, que substitui ICMS, ISS, PIS e Cofins pelos novos IBS e CBS, alterando não só quanto se paga, mas quando se paga. Hoje as empresas apuram os impostos ao longo do mês e recolhem apenas no mês seguinte, um fôlego de até 30 a 40 dias que costuma estar embutido no planejamento de caixa. Com o split payment, esse intervalo desaparece: o imposto é destacado no documento fiscal, separado em tempo real e recolhido praticamente na hora da transação, retirando do caixa um capital que antes circulava por semanas. Além disso, o crédito amplo depende do pagamento do imposto pelo fornecedor, o que muda a lógica entre fornecedores e clientes — por tudo isso, a reforma precisa entrar no planejamento financeiro, com simulações de caixa e não apenas de carga tributária.
Convidadas: Tainá Moraes, Gerente Tributária para a Reforma, Azul; Carolina Pessôa, Sócia de Consultoria Tributária, Forvis Mazars.
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#376 Como a prevenção na saúde gera economia e eficiência para as empresas?
Existe um paradoxo cultural na saúde: preferimos remediar a prevenir, esperando o problema se consumar para só então tratá-lo — um hábito que também pesa no bolso das empresas. Investir em prevenção parece encarecer o serviço no início, por exigir equipe qualificada, mas é o que o barateia no longo prazo, porque evita os picos mais caros, como internações e procedimentos que muitas vezes poderiam ser prevenidos. O modelo combate o desperdício, frequente nos encaminhamentos e exames automáticos, colocando uma equipe de saúde da família e a atenção primária à frente do especialista, o que resolve a maioria dos casos. Com isso, a empresa ganha duas vezes: paga um ticket mais justo, com reajuste mais previsível, e reduz o absenteísmo, enquanto o próprio paciente evita riscos como interações medicamentosas. Medida pela sinistralidade — a relação entre despesas médicas e receita —, a prevenção se mostra o caminho mais racional e sustentável, embora seu maior desafio siga sendo cultural: convencer as pessoas de que prevenir não é custo, e sim investimento.
Convidado: Paulo Bittencourt, CEO e fundador, Plano Brasil Saúde
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#375 A inovação na construção com novos sistemas construtivos
A construção civil é um dos setores que mais resistem à mudança: seguimos erguendo casas com cimento e tijolo como há um ou dois séculos, num modelo ligado ao déficit habitacional, à alta poluição, à baixa produtividade e a uma mão de obra que envelhece rápido. A resposta a esse atraso é a industrialização, o mesmo caminho dos países desenvolvidos, com destaque para o steel framing — método em que se ergue primeiro um esqueleto de aço galvanizado e depois se fecham as paredes com placas, num processo que lembra a montagem de um Lego, com peças pré-cortadas e caderno de instruções. As vantagens se distribuem por público: obra mais rápida e orçamento mais previsível para o consumidor, desempenho térmico e acústico superior no dia a dia, menos peso e risco para quem executa e ganhos ambientais expressivos, como a redução drástica de entulho e do uso de água. As desvantagens — a necessidade de mão de obra especializada e a concentração do desembolso num prazo bem menor — tendem a diminuir à medida que mais profissionais se especializam. Viabilizado por um ecossistema de lojas, indústrias, engenharia e centros de treinamento, e já amparado por norma técnica, esse tipo de inovação deixou de ser promessa e se tornou uma escolha disponível no presente.
Convidado: Fernando Scheffer, Diretor de Marketing e Sócio-Fundador, Espaço Smart
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#373 O papel do CFO numa franqueadora como a Milky Moo
Numa franqueadora, o CFO faz muito mais do que cuidar de planilhas e balanços: o verdadeiro desafio é lidar com pessoas, e não com sistemas — a parte técnica, como o ERP e o processamento de dados, é a mais fácil. Cada franqueado é um universo próprio, com dores que variam conforme a geografia, e a diferenciação está no atendimento individualizado, garantindo as mesmas facilidades em qualquer região do país. Lidar com gente significa mediar conflitos saudáveis, quase sempre ligados à queda nas vendas, resolvendo a dor real em vez de recorrer à letra fria do contrato. Também é preciso demarcar responsabilidades com firmeza: a franqueadora entrega metade do caminho — modelo, marca e operação —, mas do balcão para fora quem comanda o negócio é o franqueado, e a gestão faz toda a diferença entre prejuízo e lucro. Nada disso se sustenta sem uma cultura orientada a pessoas, irradiada a partir da liderança, em que cada departamento funciona como uma microempresa alinhada ao sentimento da companhia.
Convidado: Gustavo Oliveira, CFO, Milky Moo
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#372 O M&A que mantém os fundadores no jogo
Fusões e aquisições costumam evocar a imagem de uma empresa grande engolindo uma pequena, com choque de culturas, demissões e fundadores que logo saem — mas existe um caminho em que a aquisição potencializa o negócio sem destruí-lo. A venda nem sempre nasce de necessidade: pode trazer segurança a quem apostou todo o patrimônio na empresa e, ao mesmo tempo, fazer sentido estratégico, como no encaixe natural entre um ERP e um CRM. A chave do modelo é a aquisição parcial, que mantém os fundadores como acionistas e, portanto, motivados a crescer junto, preservando a autonomia da operação enquanto a controladora apoia governança e estrutura. Esse desenho também acalma o time, porque evita a absorção da noite para o dia, que gera caos, cargos duplicados e medo. No fim, manter os fundadores é decisivo, sobretudo em empresas ainda em construção: substituí-los costuma travar a inovação e é uma das principais razões pelas quais tantos M&As dão errado.
Convidado: Matheus Pagani, CEO e cofundador, Ploomes
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#370 Os indicadores climáticos que protegem a água de São Paulo
Por trás de cada torneira aberta em São Paulo há um monitoramento climático constante, sustentado por uma rede de cerca de 3 mil postos que acompanha o comportamento do clima e da água em tempo quase real. O tripé básico dos indicadores é chuva, vazão dos rios e nível dos reservatórios, mas há uma segunda camada voltada à previsão, com dados de secas e de precipitação cruzados em janelas de 6 e 12 meses, que deu origem ao protocolo de escassez. Tudo é público, por meio de ferramentas que mostram os indicadores em mapas coloridos por nível de segurança hídrica, e atualizado a cada cinco minutos — velocidade que faz o sistema funcionar de fato. A segurança hídrica é uma gestão compartilhada: a agência monitora e fornece os dados, mas quem emite os alertas à população é a Defesa Civil. Com o cruzamento entre radar e estações de superfície, a precisão do monitoramento fica próxima de 100%, garantindo vigilância constante contra cheias e secas.
Convidada: Ana Paula Zubiaurre Brites, Diretora, SP Águas
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#369 A armadilha de adotar IA sem resolver uma dor real
A inteligência artificial domina as reuniões de liderança, mas há um descompasso claro entre o tamanho do discurso e o dos resultados: fala-se muito e aplica-se pouco. O erro mais caro é adotar tecnologia pela tecnologia, sem antes diagnosticar as dores reais de cada área e sem entender a fundo como a empresa funciona, fatura e entrega. O caminho certo é o inverso — começar de baixo para cima, mapeando fricções e necessidades antes de escolher a ferramenta, como mostra o caso de uma grande rede que testou tudo numa operação-piloto antes de expandir para milhares de lojas. Quando se ignora esse passo, a integração vira um "Frankenstein": o faturamento não roda, surgem custos não previstos e a frase que ecoa é sempre "não contemplamos isso". No fim, boa parte dessa corrida nasce da pressão do mercado por adoção rápida e de cima para baixo, e é justamente aí que a tecnologia deixa de resolver dores e passa a criar novas.
Convidados: Teresa Charotta, Diretora executiva, IBEVAR; Guilherme Luz, sócio de Auditoria e Varejo, Forvis Mazars.
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#367 Do arroz com feijão à aposta: o impacto das bets no orçamento das famílias
O varejo alimentar, que representa cerca de 9% do PIB, é um posto privilegiado para enxergar mudanças no consumo das famílias — e um dos sinais mais recentes tem nome: as bets. O que muitos trataram como bolha se mostrou dinheiro real, alimentando uma mecânica perversa em que se aposta para recuperar o que se perdeu, até virar uma bola de neve em que só a banca ganha. O custo humano aparece nos relatos de famílias destruídas e de quem apostou o dinheiro do arroz com feijão e chegou a pedir demissão para acessar benefícios e quitar dívidas. No balcão, o reflexo surge na migração para produtos mais baratos e no encolhimento das embalagens, embora seja quase impossível medir quanto disso se deve diretamente às apostas. Amplificado pela onipresença da publicidade e, ao mesmo tempo, abafado por financiar a mídia, o fenômeno tira da despensa parte de um orçamento que deveria abastecer o lar.
Convidados: Fred Garcia, CFO, Grupo Bahamas; Guilherme Luz, sócio de Auditoria e Varejo, Forvis Mazars.
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#365 Estratégia é escolher o que deixar de fazer
Estratégia, na sua essência, não é a lista de tudo o que uma empresa quer conquistar, e sim a disciplina de escolher um caminho e abrir mão de outros. Em grupos movidos pelo apetite de fazer cada vez mais, dispersar energia em muitas frentes costuma destruir mais valor do que gerar. O caminho começa por definir o core — para quem se trabalha, qual cliente, qual canal, qual produto — e, em seguida, renunciar de forma responsável ao que dispersa, mesmo que ainda gere alguma receita. Esse desapego é a parte mais difícil, porque vai contra o instinto de não abdicar de nenhuma oportunidade, e exige separar o ganho tático de curto prazo da direção estratégica de longo prazo. No fim, focar não é reduzir a ambição: é concentrar esforços onde está a maior oportunidade e comunicar esse norte com clareza, para que todo o time avance no mesmo sentido.
Convidado: Ari Gorenstein, CEO, Vila Porto Vinhos.
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#364 Tecnologia e sustentabilidade na mineração subterrânea
Mineração subterrânea a 1.600 metros demanda ESG integrado: segurança, sustentabilidade e tecnologia como fundamentos operacionais. Redução de 63% em emissões, 100% energia renovável e rejeitos seco com 22% retornando ao subsolo demonstram inovação ambiental em profundidades extremas. Inclusão de mulheres em operação subterrânea resolve simultaneamente escassez de mão de obra, geração de renda local e representatividade em cargos técnicos. Governança de dados rigorosa e tecnologia remota (operação telecomandada, scanner 3D) colocam segurança ocupacional como prioridade estrutural, não protocolo secundário. ESG em mineração underground é licença social para operar e modelo de negócio que gera valor de longo prazo através de sustentabilidade genuína.
Convidados: Dayse Guelman, Vice-Presidente de Finanças e Suprimentos para a América Latina, AngloGold Ashanti Brasil; Guilherme Veloso, sócio líder do escritório de Belo Horizonte e de ESG, Forvis Mazars.
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#363 Como estabelecer e manter uma cultura orientada a tecnologia?
Estabelecer uma cultura orientada a tecnologia começa por entender que cultura não se adquire da noite para o dia: ela se constrói aos poucos, com constância, e depende diretamente de uma liderança que seja de fato tecnológica. O desafio é grande porque o mercado quase não forma esse perfil, e promessas de soluções "plug and play", como templates prontos ou cursos rápidos, ignoram que cada empresa tem processos e particularidades próprios. No centro de tudo seguem as pessoas, que continuam sendo o grande ponto de disrupção das empresas e precisam ser instigadas a desaprender hábitos antigos e adotar novas ferramentas e conceitos. Para conduzir esse movimento, o líder não precisa ser programador, mas precisa dominar o vocabulário da tecnologia, sob risco de gerar ruídos de comunicação com a própria equipe. Por fim, é preciso vigiar o limite entre domínio e distração: o fascínio pela tecnologia não pode virar um "exército de um homem só", e cabe ao líder definir quando aplicar cada solução.
Convidado: Luiz Barcellos, Head de Controladoria e Suprimentos, Motorista PX
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#361 Inovação sem charme: o que a engenharia das torres de transmissão ensina sobre inovar
A inovação costuma ser associada a startups, inteligência artificial e tecnologias da moda, mas ela também habita setores menos badalados, como o das torres de transmissão de energia. Embora pareçam iguais, cada torre tem função e engenharia próprias, e o maior desafio é o vento, cujo perfil cada vez mais intenso obriga a uma adaptação constante. Nessa indústria, inovar não é discurso nem vitrine: é rotina técnica, tão entranhada na cultura que nem precisa ser anunciada. Incentivos como a Lei do Bem ajudam a viabilizar esse investimento, sobretudo quando toda a organização aprende a reconhecer inovação no próprio trabalho. Setenta anos de atuação mostram que essa inovação silenciosa, sem charme, é a que de fato sustenta o fornecimento de energia.
Convidado: Nelson Cardoso, CFO, SAE Towers
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#359 Governança, foco e estratégia: como liderar múltiplos negócios sem perder direção
Empresas que atuam em diferentes setores enfrentam o desafio constante de crescer sem dispersar energia, recursos e atenção. A combinação entre gestão descentralizada, governança sólida e planejamento estratégico ajuda a manter cada negócio focado em suas prioridades. Mais do que expandir operações, o segredo está em alinhar pessoas, processos e investimentos em torno de objetivos claros. Nesse contexto, foco continua sendo um dos ativos mais importantes para transformar diversidade em crescimento sustentável.
Convidado: Rogério Scheffer, Diretor-presidente, Águia Sistemas
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#357 O futuro do trabalho do ser humano
O futuro do trabalho passa por um ponto de inflexão histórico: por quase dois séculos, fomos treinados para sermos previsíveis, repetitivos e produtivos, e é exatamente esse perfil que a inteligência artificial agora substitui com eficiência. O paradoxo é que, enquanto as máquinas se tornam mais inteligentes e incansáveis, os humanos chegam ao trabalho cada vez mais ansiosos, esgotados e desengajados. A IA cria uma bifurcação clara entre quem a usa para se ampliar e quem a usa para se acomodar, atrofiando suas próprias capacidades. O território que permanece irredutivelmente humano é o do desafio, da descoberta e do diálogo — sonhar, questionar, conectar e construir sentido. O futuro do trabalho será, no fim, o trabalho de continuar sendo humano.
Convidados: Piero Franceschi, CEO, StartSe; Milena Bizzarri, Diretora de Recursos Humanos, Marketing e Comunicação, Forvis Mazars
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#355 Controle de inventário no setor de saneamento básico
O controle de inventário no setor de saneamento básico é um dos maiores desafios estruturais para o cumprimento das metas de universalização até 2033. Muitos prestadores municipais não possuem registro adequado dos ativos que utilizam, o que gera insegurança no momento em que o serviço é delegado a empresas privadas, que precisam saber exatamente o que estão recebendo. A questão se torna ainda mais sensível diante do princípio da reversibilidade, que exige clareza sobre o que será devolvido ao poder concedente ao fim do contrato. Para enfrentar esse cenário, a ANA conduz um processo normativo que deve resultar em dois grandes manuais, um de contabilidade regulatória e outro de controle patrimonial. O objetivo é fazer convergir, para um padrão único, prestadores municipais, estatais e privados, hoje habituados a lógicas contábeis muito distintas.
Convidado: Diogo Lopes, Coordenador de Regulação Contábil, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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#354 O casamento entre as farmácias e os produtos licenciados
As farmácias deixaram de ser apenas pontos de venda de medicamentos e passaram a atuar como ambientes de conveniência e experiência para o consumidor. Nesse cenário, produtos licenciados ganharam espaço ao conectar cuidado, praticidade e vínculo emocional, principalmente no público infantil. Personagens conhecidos ajudam a tornar itens de primeiros socorros e higiene mais atrativos e menos traumáticos para as crianças. Ao mesmo tempo, o mercado exige inovação, qualidade rigorosa e estratégias capazes de equilibrar experiência do cliente e competitividade.
Convidado: Luciano Biagi, CEO, Sanfarma.
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#352 O ponto de encontro entre bem-estar das pessoas e gestão das empresas
O cuidado com a saúde dos colaboradores deixou de ser apenas um benefício corporativo e passou a ocupar espaço estratégico dentro das empresas. Organizações que investem em prevenção, qualidade de vida e gestão contínua da saúde conseguem reduzir custos, melhorar produtividade e criar ambientes mais sustentáveis. O uso inteligente de dados, aliado à atuação médica especializada, ajuda a identificar riscos e direcionar ações mais eficientes. Nesse cenário, bem-estar e resultado financeiro caminham cada vez mais juntos.
Convidada: Katia de Boer, Sócia e Gestora, Safe Group.
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#350 A digitalização da logística na ponta menos tecnológica: o caminhoneiro
A digitalização da logística enfrenta um grande desafio ao chegar na ponta menos tecnológica da cadeia: o caminhoneiro. Baixa familiaridade digital, conectividade limitada e uma jornada operacional complexa exigem soluções simples e práticas. O sucesso depende de gerar benefícios claros, como agilidade e previsibilidade financeira. Usabilidade e adaptação ao contexto real são fatores críticos. Quando bem aplicada, a tecnologia transforma eficiência em valor para todo o ecossistema.
Convidado: Marcelo Ortega, CIO, Motz.
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#348 Como estabelecer políticas internas relacionadas a IA
A rápida evolução da inteligência artificial supera o ritmo das regulamentações, criando um cenário de incerteza para as empresas. Diante disso, torna-se essencial estabelecer políticas internas claras para orientar o uso responsável da tecnologia. Áreas como compliance ganham protagonismo ao equilibrar inovação e gestão de riscos. Frameworks de mercado ajudam, mas exigem adaptação à realidade de cada organização. Antecipar diretrizes internas pode ser um diferencial competitivo e de governança.
Convidadas: Carolina Nóbrega, Sócia Líder de Consultoria, Forvis Mazars; Simone Vollbrecht, Head de Compliance, VAAS.
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#345 O alto impacto da tecnologia na área financeira das empresas
A área financeira passou por uma profunda transformação com o avanço da tecnologia, saindo de processos manuais para operações altamente digitais e orientadas por dados. Nos últimos anos, o foco deixou de ser apenas eficiência e passou a incluir análise avançada e apoio estratégico ao negócio. A capacitação das equipes se tornou essencial para acompanhar esse movimento e ampliar o uso de ferramentas analíticas. Com a chegada da inteligência artificial, tarefas operacionais são automatizadas e a geração de insights ganha escala. Esse cenário redefine o papel do financeiro, que se torna cada vez mais protagonista nas decisões das empresas.
Convidado: Gilsomar Maia, CFO, TOTVS.
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#344 (especial Woman Impact) Inovação que gera caixa: o potencial estratégico da Lei do Bem
A Lei do Bem é um dos principais incentivos fiscais à inovação no Brasil, mas ainda é utilizada por menos de 1% das empresas elegíveis. Neste episódio do Sala de Negócios, Alexandre Abreu conversa com Valquíria Fiuza e Carolina Pessôa, sócias da Forvis Mazars, sobre como projetos de melhoria de processos, produtos e serviços podem gerar benefícios fiscais relevantes, reduzir a carga tributária e fortalecer a competitividade das empresas.
Convidadas: Valquíria Fiuza, Sócia líder de Consultoria Tributária, Forvis Mazars, e Carolina Pessôa, Sócia de Consultoria Tributária, Forvis Mazars.
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#343 Como os riscos psicossociais mexem no ponteiro de negócios das empresas
O aumento de afastamentos por problemas emocionais tem mostrado que saúde mental deixou de ser apenas um tema de bem-estar e passou a impactar diretamente os resultados das empresas. Riscos psicossociais no ambiente de trabalho podem reduzir produtividade, aumentar rotatividade e gerar custos significativos. Por isso, organizações têm investido mais em prevenção, apoio clínico e desenvolvimento de lideranças preparadas para lidar com o tema. Tecnologias e análise de dados também ajudam a identificar padrões e orientar intervenções. No fim, cuidar da saúde emocional das pessoas fortalece a saúde do próprio negócio.
Convidado: Lucas Arthur, Cofundador e COO, Telavita.
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#341 (especial Woman Impact) A evolução dos riscos emergentes e o papel da auditoria interna
Os riscos emergentes deixaram de ser um tema periférico e passaram a ocupar o centro da agenda executiva. Em um ambiente cada vez mais complexo e interconectado, entender as transformações do cenário global tornou-se essencial para orientar decisões estratégicas. A liderança precisa traduzir essa complexidade em direção clara, conectando estratégia, operação e resultados. Nesse contexto, a Auditoria Interna ganha relevância ao apoiar a identificação de riscos e oportunidades. Com visão integrada, as organizações fortalecem sua capacidade de adaptação e constroem o futuro a partir das decisões do presente.
Convidadas: Carolina Nóbrega, Sócia Líder de Consultoria, Forvis Mazars; Suzana Okamura, Sócia de Consultoria em Riscos, Forvis Mazars.
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#340 (especial Woman Impact) O papel da mulher na cultura organizacional
A presença feminina nas organizações tem contribuído para ampliar a reflexão sobre cultura, liderança e comportamento no ambiente de trabalho. Mais do que ocupar posições de liderança, mulheres ajudam a provocar debates importantes sobre valores, responsabilidade e consequência nas relações profissionais. Esse movimento também evidencia barreiras invisíveis que ainda influenciam o dia a dia corporativo. Ao ampliar a consciência sobre essas questões, empresas constroem ambientes mais equilibrados e maduros. No longo prazo, o objetivo é que liderança seja discutida apenas como liderança — independentemente de gênero.
Convidadas: Marcela Zaidem, Fundadora, CNP; Milena Bizzarri, Diretora de Recursos Humanos, Marketing e Business Development, Forvis Mazars
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#338 O papel do Financeiro quando a empresa precisa dar a volta por cima
Em momentos de turnaround, o foco costuma recair sobre vendas, mas a reorganização financeira e operacional também é decisiva para a recuperação do negócio. Estruturar processos, melhorar controles e acompanhar indicadores como capital de giro ajuda a evitar crises de caixa. O backoffice cria as condições para que as áreas comerciais consigam crescer com sustentabilidade. Quando bem executado, esse trabalho quase não aparece, mas sustenta todo o funcionamento da empresa. No fim, a retomada depende tanto da geração de receita quanto da disciplina financeira e operacional.
Convidado: João Oldoni, CFO, Luza.
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#336 As três camadas do ESG no aspecto financeiro das empresas
ESG só gera resultado duradouro quando deixa de ser tratado como custo reputacional e passa a integrar a estratégia financeira. Na prática, ele atua em três frentes: preserva valor ao mitigar riscos, aumenta eficiência operacional e fortalece a licença social para operar. Menos risco significa mais previsibilidade de caixa e decisões mais racionais. Operações mais disciplinadas reduzem volatilidade e melhoram resultados. No fim, sustentabilidade e desempenho financeiro caminham juntos.
Convidados: Bruno Medeiros, Head de Finanças, Samarco; Guilherme Veloso, sócio líder do escritório de Belo Horizonte e de ESG, Forvis Mazars.
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#335 Reforma Tributária na prática: IBS, CBS e os primeiros impactos nas empresas
A percepção sobre compliance varia conforme a cultura e o posicionamento da liderança dentro da empresa. Quando há apoio da alta gestão e integração com as áreas de negócio, a função deixa de ser vista como burocracia e passa a atuar como aliada estratégica. Ao comunicar seus objetivos com clareza e atuar de forma didática, a área fortalece a segurança nas decisões. Controles bem estruturados aumentam eficiência e reduzem riscos. Assim, governança se transforma em instrumento de crescimento sustentável, e não em obstáculo operacional.
Convidados: Rosangela Sutil, Board Member, Mentora e C-Level, Studio Z; Luis Navarro, Sócio da Consultoria, Forvis Mazars
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#332 Reforma Tributária na prática: IBS, CBS e os primeiros impactos nas empresas
A reforma tributária entra em fase prática e passa a influenciar decisões estratégicas das empresas. A conversa explora os primeiros impactos da operacionalização do IBS e da CBS, os desafios de adaptação operacional e financeira, os efeitos sobre precificação, margens e fluxo de caixa, além dos aprendizados iniciais e dos principais pontos de atenção até 2027, incluindo o papel do split payment e a convivência entre sistemas durante a transição.
Convidada: Valquíria Fiuza, Sócia líder de Consultoria Tributária, Forvis Mazars.
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#331 Os aprendizados da sucessão familiar bem-sucedida da Ofner
A sucessão familiar bem-sucedida exige tempo, diálogo e disposição para mudar. O choque entre gerações é inevitável, mas pode ser transformado em evolução com estrutura e governança. A profissionalização ajuda a tirar decisões do campo emocional e levá-las para critérios objetivos. Conselho e liderança executiva claros reduzem conflitos e aceleram o crescimento. Equilibrar coração e razão é essencial para preservar a família e fortalecer o negócio.
Convidado: Fernando Costa, Sócio Acionista, Ofner.
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#329 A expansão da rede de restaurantes da Vivenda do Camarão
A expansão da rede da Vivenda do Camarão combina crescimento físico cuidadoso com forte aposta no delivery. Shoppings e aeroportos seguem como foco, por oferecerem alto fluxo e viabilidade ao consumo de frutos do mar. Com a operação industrial consolidada, o ritmo de abertura de lojas se tornou mais estratégico e seletivo. O delivery deixou de ser complementar e virou um canal relevante de faturamento. Marcas digitais permitem crescer sem novos pontos físicos, aproveitando a mesma estrutura operacional.
Convidado: Rodrigo Perri, Co-CEO, Vivenda do Camarão.
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#328 O desafio de assumir como CEO de um grande grupo
Assumir a liderança de um grande grupo envolve lidar com uma empresa em transformação contínua. A transição acontece quando estratégia, contexto de mercado e maturidade organizacional se alinham. O desafio não é corrigir falhas, mas elevar um negócio já saudável a outro patamar. Liderança passa por propósito claro, foco em pessoas e geração de valor sustentável. Pequenos ajustes estratégicos fazem grande diferença no longo prazo.
Convidado: Carlos Lazar, CEO, Wiser Educação.
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#326 (Especial Consultoria): Como gestão de riscos se torna estratégica para o negócio?
A gestão de riscos deixou de ser acessória e passou a influenciar diretamente a estratégia das empresas. Quando integrada à tomada de decisão, ela ajuda a antecipar vulnerabilidades e a definir quais riscos podem ser assumidos para atingir objetivos. O aculturamento da liderança é essencial para que o tema ganhe relevância e se espalhe pela organização. Risco não é freio, mas instrumento de prevenção e escolha consciente. Conhecer os próprios riscos é o primeiro passo para um crescimento sustentável.
Convidados: Diogo Nogueira, Gerente Executivo de Riscos, Controles e Melhoria de Processos, Hapvida; Carolina Nóbrega, Sócia Líder de Consultoria, Forvis Mazars.
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#324 (Especial Consultoria): Programa de compliance em empresas que atuam em múltiplos países
Empresas que atuam em múltiplos países precisam de programas de compliance globais, baseados em valores claros e inegociáveis. A legislação local define apenas o mínimo, enquanto os princípios corporativos estabelecem o limite do comportamento aceitável. Padrões globais garantem consistência em temas sensíveis, com flexibilidade apenas na execução operacional. A rastreabilidade das decisões e o accountability são essenciais para dar legitimidade às exceções. Um compliance maduro equilibra ética, sensibilidade cultural e integração com o negócio.
Convidados: Eduardo Nunes, Head de Compliance Americas, BHP; Guilherme Veloso, sócio líder do escritório de Belo Horizonte e de ESG, Forvis Mazars.
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#323: Os principais highlights do Guia de Demonstrações Financeiras 2025 da Forvis Mazars
O Guia de Demonstrações Financeiras 2025 da Forvis Mazars foi concebido para apoiar empresas em um cenário de mudanças contábeis e regulatórias cada vez mais complexas. Embora seja um material amplo, a Reforma Tributária se destaca como um de seus temas centrais, com impactos diretos nas demonstrações financeiras. O guia detalha a transição para o novo modelo tributário, ajustes operacionais e efeitos sobre dividendos e carga fiscal. Também chama atenção para prazos, exigências documentais e riscos de não conformidade. A proposta é oferecer uma leitura prática que ajude empresas a se preparar de forma antecipada e estruturada.
Convidado: Fábio Luis de Souza, Sócio de Auditoria e Risk & Quality, Forvis Mazars.
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#322 (Especial Consultoria): Compliance Made in Brasil: Como o Brasil está definindo padrões globais
Reynaldo Goto e Janir Castro discutem o conceito de Compliance Made in Brasil e por que o país virou referência internacional, formando líderes globais, premiando boas práticas e influenciando agendas em fóruns como OCDE e Pacto Global. A conversa explora resiliência, gestão de riscos, anticorrupção, antitruste, sustentabilidade e as políticas que estão levando empresas e instituições brasileiras ao padrão internacional.
Convidados: Reynaldo Goto, Conselheiro, Governo do Estado de São Paulo; Janny Castro, Sócia de Consultoria em Compliance e Financial Services, Forvis Mazars.
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#320: Inteligência artificial consome mais energia do que você imagina
O avanço da Inteligência Artificial duplicou o consumo global de energia dos data centers em apenas um ano, tornando o processamento de dados uma questão central de segurança energética e disputa geopolítica. Embora o Brasil tenha potencial para liderar esse setor, é vital que a oferta de energia cresça acima do PIB para evitar o encarecimento da eletricidade para a população e para a indústria. Se não houver planejamento, a demanda excessiva pode gerar gargalos, mas, com os investimentos certos em infraestrutura, esse desafio se converte em uma poderosa alavanca de desenvolvimento econômico nacional.
Convidado: Matheus Freitas, CFO, Engelmig.
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#318: Por que empresas de energia se dedicam tanto à responsabilidade social?
Empresas de energia lidam com impactos diretos nos territórios onde operam, o que torna a responsabilidade social parte essencial de suas estratégias. Ao atuar em dezenas de regiões com realidades e vulnerabilidades distintas, essas organizações precisam investir continuamente em desenvolvimento local e qualidade de vida. A pandemia acelerou demandas sociais complexas, ampliando temas como saúde mental, insegurança alimentar e geração de renda. A escuta ativa das comunidades tornou-se indispensável para mitigar impactos e fortalecer a relação com o entorno. Essa presença constante garante não apenas licença social para operar, mas também valor compartilhado e sustentabilidade de longo prazo.
Convidada: Luciane Pedro, Gerente de Sustentabilidade, Engie.
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#316: O futuro da auditoria
A auditoria está deixando de atuar apenas como guardiã da conformidade e assumindo um papel mais estratégico dentro das organizações. O foco passa a incluir antecipação de riscos, uso intensivo de dados e tecnologia e participação ativa em projetos-chave desde o início. A independência continua essencial, mas agora acompanhada de comunicação clara, senso crítico e visão consultiva. A agilidade substitui modelos lentos e reativos, permitindo entregas contínuas e maior impacto no negócio. Essa evolução transforma a auditoria em uma função que combina controle, orientação e geração de valor.
Convidado: Savio Jannuzzi, Diretor de Auditoria Interna e Riscos, Neoenergia
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#314: Como uma empresa de limpeza aproveitou a onda do Airbnb
Uma empresa de limpeza tradicional percebeu a oportunidade criada pelas locações de curta temporada e transformou seu modelo, passando de serviços básicos para uma solução completa de hospitalidade. A expansão deixou de ser apenas B2C e avançou para atendimentos em grande escala, envolvendo centenas ou milhares de unidades. Novos serviços surgiram de necessidades reais, como manutenção, reposição de produtos, logística e lavagem de enxoval. A operação exigiu eficiência, padronização e treinamento contínuo para garantir reputação e recorrência. O crescimento ocorreu de forma gradual, baseado em observação do mercado, preparo prévio e capacidade de adaptação constante.
Convidado: Renato Ticoulat, CEO, Limpeza com Zelo.
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#312 (Especial Consultoria): O mercado de auditoria interna se reinventa
A auditoria interna deixou de olhar apenas para o passado e passou a atuar em tempo real, antecipando riscos e apoiando decisões estratégicas. Com a integração entre auditoria, compliance e gestão de riscos, as empresas fortalecem sua governança. O uso de inteligência artificial agiliza análises, mas exige supervisão humana. O equilíbrio entre parceria com a gestão e independência técnica é essencial. A formação de auditores agora demanda ética, visão crítica e domínio tecnológico.
Convidados: Marcelo Gamito, Internal Audit Manager, Nexa Resource; Guilherme Veloso, sócio líder do escritório de Belo Horizonte e de ESG, Forvis Mazars.
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#310 (Especial Consultoria): O mercado de bets no Brasil
O mercado de apostas esportivas no Brasil cresce rápido, impulsionado pela regulamentação e tecnologia. Plataformas legais investem em compliance, inteligência artificial e segurança para garantir confiança e estabilidade. Enquanto isso, o mercado clandestino ainda representa riscos como evasão fiscal e fraudes. A regulamentação busca equilibrar inovação com responsabilidade. O setor se firma como um novo protagonista do entretenimento digital.
Convidados: João André Gerçossimo, CEO e fundador, EstrelaBet; Janny Castro, Diretora de Consultoria em Compliance e Financial Services, Forvis Mazars.
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#308 O desafio de fazer o seguro de empresas de logística
Fazer o seguro de empresas de logística exige mais do que proteger cargas — envolve cuidar também dos motoristas. Com soluções que integram saúde, bem-estar, educação e benefícios, a corretagem atua de forma estratégica. Aplicativos e ecossistemas digitais tornam o acesso mais rápido e inclusivo. A falta de novos profissionais no setor reforça a importância do acolhimento. Seguro, hoje, é também ferramenta de valorização humana.
Convidada: Fernando Linhares, Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios, Korsa Riscos & Seguros.
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#306 Como a diversidade pode influenciar os indicadores financeiros e os resultados da empresa?
A diversidade impacta diretamente os resultados financeiros das empresas ao ampliar a inovação, melhorar o engajamento e aumentar a retenção de talentos. Times diversos geram decisões mais eficazes e melhoram o retorno sobre investimentos. Além de refletir a sociedade, a inclusão fortalece a competitividade. Lideranças que entendem as necessidades dos colaboradores maximizam seu potencial. Diversidade não é agenda política - é estratégia de negócio.
Convidada: Talita Braga, Diretora Executiva de Finanças na América Latina, Infor.
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#304 Qual o melhor modelo para fazer um orçamento corporativo?
O melhor modelo de orçamento corporativo é aquele que combina foco em resultados com flexibilidade para lidar com imprevistos. Em vez de processos burocráticos, a prioridade deve ser uma estratégia clara e metas realistas. Orçamentos base zero e gestão por marcos ajudam a alinhar recursos às oportunidades do negócio. Projeções devem ser adaptáveis, pois o cenário muda constantemente. No fim, o que importa é o impacto na última linha.
Convidado: Jorge Soares, CFO, Química Anastacio.
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#302 O desafio do varejo que paga no ato e recebe lá na frente
Empresas varejistas que trabalham com importação enfrentam um grande desafio de fluxo de caixa: pagam antecipadamente e só recebem semanas depois. Esse descompasso exige controle rígido e planejamento financeiro cuidadoso. A gestão fiscal também se complica com milhares de produtos e classificações diferentes. Um bom cadastro é essencial para evitar pagamentos indevidos de impostos. Processo, equipe qualificada e tecnologia formam a base dessa operação eficiente.
Convidado: Arlindo Alves, Diretor financeiro, Florarte
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#300 O que vem pela frente na aquisição e retenção de talentos — do recrutamento à IA?
O futuro da contratação exige mais do que currículo: pede curiosidade, adaptabilidade e domínio das novas tecnologias. Modelos de trabalho mudam rápido, e o que era tendência ontem já pode não ser hoje. Educação continuada e protagonismo dos RHs são essenciais para preparar talentos para essa nova realidade. A inteligência artificial não substitui pessoas, mas quem não souber usá-la pode ser deixado para trás. Empresas precisam formar, não só contratar.
Convidada: Milena Bizzarri, Diretora de RH, Marketing e Business Development, Forvis Mazars
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